Mindfulness. Essa palavra do Inglês, tão comentada em nossos dias, se traduz em nossa língua por “atenção plena”. Significa “estar presente” no momento atual, com envolvimento total no que estamos fazendo, sem deixar que o pensamento “fuja” para outro lugar, para outro tempo e nos “roube” a experiência que estamos vivenciando naquele instante, seja o que for. E por que isso é importante? Porque esse momento do agora é só o que temos para viver. E se estivermos ausentes em pensamento, teremos perdido esse pedacinho de vida, o único que temos assegurado.
Eckhart Tolle, em seu livro O PODER DO AGORA, explica sobre o tempo cronológico e o tempo psicológico. Considerar o “tempo do relógio”, das horas, dos minutos, dos segundos, o tempo do calendário que marca os dias, meses, anos e séculos, é absolutamente necessário em nossa vida prática. Por ele nos guiamos, traçamos nossos planos e movimentos, cumprimos compromissos e desempenhamos todas as atividades humanas em nosso mundo. O tempo psicológico é aquele onde nossos pensamentos se desgarram da realidade externa e passeiam livremente, navegando entre passado e futuro, trazendo memórias e anseios. O passado é o “espaço” onde, junto com as lembranças felizes, moram nossas culpas, arrependimentos e mágoas. O futuro, ao lado de nossas melhores expectativas, guardam nossas preocupações, medos e inseguranças.
Esse tempo psicológico é ilusório, não o possuímos de verdade. Ficar presente na vivência atual é transcender essa ilusão. Não podemos reescrever o passado. Resta-nos aprender com ele, e isso não é pouca coisa. Não podemos garantir o futuro, não podemos moldá-lo como gostaríamos porque ele é apenas uma hipótese. Ficar remoendo o passado, martirizando-se pelo que aconteceu ou especulando ansiosamente sobre o futuro é um desperdício de energia, simplesmente porque não podemos lidar com o que não está aqui, agora! Gastamos uma energia que poderia ser melhor canalizada atuando no presente, agora mesmo!
Ter atenção plena, portanto, é saborear o agora, o que temos, manter o foco nessa fatia de vida de que dispomos, tenha ela um gosto doce, amargo ou neutro. Façamos planos no tempo cronológico e trabalhemos para cumprir nossas metas. Aprendamos com as experiências passadas, sem ficar ruminando sobre o que poderia ter sido diferente. Já passou, não mudará.
Vamos sentir aqui mesmo, AGORA, a Vida, esse bem precioso que recebemos!
