No fluxo e refluxo das suas marés
Busquei um chão firme para pôr meus pés
Tampei os ouvidos e segui seu passo
A alma sedenta, buscando o abraço
Sangrando, subi a rapel de espinhos
Um foco somente, fazer nosso ninho
O tempo correndo e eu a lutar
Um véu de esperança me cegando o olhar
No avanço e recuo do seu desdizer
No fim, pelo medo, escolhi viver.

