— Era uma vez três sapinhos que viviam numa folhagem à beira da lagoa. Um dia, um deles decidiu pular na água! Quantos sapinhos ficaram na folhagem?
— Ficaram dois!
— Não, ficaram três!
— Como assim, ficaram três? Um sapinho não pulou?
— Não, ele só decidiu que ia pular, mas não pulou!
Essa historinha não é sobre sapinhos, mas se refere a “pular”, a abandonar um local firme em que pisamos e se “jogar” para algo diferente.
Nós, humanos, em geral, temos medo de mudanças. Sair de uma zona de conforto ou de pseudoconforto, para uma experiência desconhecida, nos assusta. Nós, que vivemos mergulhados nesse mar de incertezas que é a nossa vida neste mundo, nos apegamos a pessoas, situações e circunstâncias, tentando obter algum grau de segurança. Muitas vezes, a situação em que vivemos é extremamente aversiva, mas por não haver garantias – nunca há – permanecemos onde estamos e perdemos a chance de saber os resultados dos passos que nunca demos.
Evitamos as conversas difíceis, os exames penosos, a adoção de uma rotina mais saudável abandonando hábitos prejudiciais, o encerramento de ciclos em nossa vida profissional, familiar ou amorosa e adiamos pequenas e grandes decisões do nosso dia a dia. Isso porque receamos ter que aprender a lidar com coisas novas e preferimos aquelas às quais já nos acostumamos. Às vezes o que nos tolhe é simplesmente o desânimo de tentar algo diferente sem a certeza de que dará certo.
Decidir mudar é sempre um ato de coragem, que envolve confiança. Precisaremos confiar em que as decisões que avaliamos como necessárias para nosso desenvolvimento e para o nossa plenitude, nos trará benefícios a médio ou longo prazo, ainda que no momento exija de nós certa dose de esforço.
É preciso analisar a origem de nossas insatisfações, com o auxílio da razão, pedindo ajuda se for o caso, e tomar uma decisão. Isso, porém, não basta. Precisamos sair do território conhecido onde nos sentimos incomodados e estagnados e dar o primeiro passo, seguindo na direção que escolhemos. Pode ocorrer um resultado diferente do que esperávamos. É hora de reavaliar nossas expectativas e possibilidades e tentar novamente. A Vida é movimento, é renovação, é crescimento. Não precisamos nos resignar a sofrer se é possível uma nova atitude para alcançar nossos objetivos e obter bem-estar.
